É como diz Fernando Anitelli: “Só você pode sentir o medo e a coragem do jeito que você sente” por isso não espero que os meus medos sejam compreendidos. É, eu tenho medos, e muitos, com algumas pequenas atitudes de coragem para mascará-los um pouco.

Medo é algo muito íntimo de cada pessoa, o que me assusta pode assustar só a mim, bom, tenho certeza de que alguns dos meus medos são únicos; por exemplo: eu tenho medo de pombas, na verdade está mais para pânico, sempre imagino que aquele bico pontudo virá diretamente para a minha testa, pode ser paranóia minha, mas já paguei mico por isso, já fiz escândalo e quase caí de moto ao avistar pombas voando perto de mim.

Tenho medos mais ridículos que este da pomba (que na verdade se estende a aves em geral), não assisto filmes de terror; logo eu, cinéfila de carteirinha, as cenas dos filmes aterrorizam os meus sonhos, não consigo dormir, fico impressionada, vai que tem um monstro, um alienígena ou um fantasma em baixo da minha cama! Prefiro não arriscar.

Por outro lado alguns medos comuns não me afetam, não tenho medo de ratos, cobras ou insetos, também não tenho medo da solidão, até gosto dela. Tenho medo é de ficar sem livros pra ler, de não alcançar meus objetivos, de não ter ambição, de não aprender nada novo e o clássico medo de morrer, é, eu temo a morte sim, talvez seja por não a conhecer, mas eu não quero conhecer tão cedo.

Tenho medo de alma penada, assombração, fantasma; não gosto de passar perto de cemitérios a noite. Tenho medo de ser esquecida, de não deixar a minha marca nas vidas daqueles que convivem ou conviverão comigo, tenho medo de não fazer diferença. Que coisa estranha é o medo, mais estranho ainda é que, se eu tivesse a opção de não senti-lo, escolheria sentir!


Fonte: ANDDOS NEWS